Internet pode ajudar pessoas com insônia

Pesquisa divulgado no site G1, mostra que a Internet pode ser um bom tratamento contra a Insônia.

Pessoas que têm dificuldade para dormir muitas vezes usam a internet noite adentro.

E é com esse hábito que muitos podem voltar a ter uma boa noite de sono.

Pelo menos é o que indica os resultados promissores de um teste de nove semanas de uma terapia baseada exclusivamente com o uso da web.

Sem a ajuda de um terapeuta humano, o software dá conselhos baseados no ‘diário do sono’ do usuário.

Insônia

Insônia

Pacientes aprendem a ter hábitos de sono melhores – como, por exemplo, evitar “sonecas durante o dia” – com o uso de histórias, quizzes e jogos.

“É um programa muito personalizado e interativo”, diz a co-autora do estudo, Frances Thorndike, da Universidade da Virgínia (EUA), que ajudou a desenvolver o software chamado “Durma Saudavelmente Usando a Internet” (SHUTi, em inglês)

Um programa como esse pode ser uma alternativa de baixo custo para muitos pacientes com problemas de sono, afirma Thorndike, que acrescenta: “pode ser a única opção que não seja baseada no uso de drogas para pessoas que vivem em lugares onde não há nenhum especialista treinado para atender tal paciente.”

Algumas pesquisas mostraram que terapias cognitivas presenciais podem ter bons resultados para insones sem os efeitos colaterais de medicação.

O programa SHUTi é baseado nesse estilo de terapia, que ajuda pacientes a mudar hábitos que o leva a ter problemas para dormir.

Resultados

No estudo recente, os pesquisadores recrutaram 45 adultos com insônia moderada e sortearam 22 deles para utilizar o programa da internet.

O grupo que recebeu o tratamento não mostrou oscilações de períodos insones.

Mesmo depois de seis semanas os resultados continuaram animadores.

A resposta ao programa foi “razoavelmente impressionante e comparável ao que tem com a utilização de tratamentos mais intensivos”, contou Jack Edinger, especialista em doenças do sono do centro médico da Universidade de Durham, na Carolina do Norte (EUA), que não está envolvido neste estudo.

Porém, Edinger avisa que os pacientes que participaram do teste não sofriam de apneia do sono ou problemas psiquiátricos.

Internet

Internet

“É necessário testar esse programa em um grupo maior e mais diversificado para determinar se o software pode beneficiar mais gente com problemas para dormir.”

Shelby Harris, do Centro Médico Montefiori, em Nova York (EUA), também especialista em doenças relacionadas ao sono, avisa que algo essencial é perdido na terapia online.

“Um terapeuta treinado pode identificar coisas que um software não pode.

Como o nível de ansiedade do paciente, por exmplo”, explica Harris, que conclui:

“A falta de um terapeuta dificulta a identificação para o tipo de terapia que será utilizada na solução do problema do paciente, mas em casos específicos o programa pode funcionar de forma satisfatória.”

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