Mídia discute futuro da tecnologia e da Internet e do Twitter

randes empresários do setor de mídia se reuniram na semana passada para discutir questões sobre tecnologia e internet.

A ideia era descobrir novas formas de atuação que contribuam para a sua sobrevivência.

O encontro ocorreu durante a Allen & Company Sun Valley Conference, em Idaho (Estados Unidos).

Entre os figurões que apareceram por lá, estavam Rupert Murdoch, proprietário da News Corporation (Fox, “Wall Street Journal“, MySpace), Warren Buffet, tido como o mais bem-sucedido e rico investidor do mundo, e Robert Iger, codiretor executivo da companhia Walt Disney, eles fizeram parte de um grupo de cerca de 250 pessoas que compareceram ao evento, entre chefes de mídia, executivos de tecnologia e gestores, de acordo com a Reuters.

ger respondeu a questões sobre como disponibilizar programas de TV e de entretenimento da Disney na internet. “As pessoas vão pagar pelo conteúdo. Não estamos preocupados com isso”, afirmou.

O desafio, junto a outro conglomerados de mídia, é desenvolver uma forma de levar a programação on-line a mais pessoas, sem prejudicar as valiosas ofertas de publicidade que a empresa consegue na televisão.

Para Blake Krikorian, cofundador da Sling Media, a previsão é mais sombria.

“Os jogadores estabelecidos têm estado um pouco adormecidos no volante nos últimos anos”, disse.

O Futuro do Twitter e da Internet

O Futuro do Twitter e da Internet

O Slingbox, principal produto de sua companhia, permite que espectadores vejam programas de TV a qualquer momento, a partir de computadores, smartphones e outros aparelhos.

Twitter

O serviço de microblog Twitter foi um dos destaques do evento.

Apesar de ainda não ter encontrado um modelo de negócios lucrativo, a ferramenta dispara em popularidade.

Questionado sobre uma possível compra, o magnata Rupert Murdoch disse que não estava interessado no Twitter. “Tenha cuidado ao investir ali”, sugeriu.

Murdoch acrescentou que não tem interesse em vender a rede social voltada para música MySpace, que enfrenta um período de crise.

Em junho, a empresa demitiu 420 empregados (cerca de 30% do pessoal) e anunciou a redução de dois terços de seus funcionários em operações internacionais, incluindo o Brasil, além do fechamento de escritórios.

Fonte: Folha de São Paulo

Microsoft diz: Google não tem capacidade para competir com Windows

Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft, debochou da intenção do Google de desenvolver um sistema operacional para computadores, mas expressou seu otimismo em relação à situação econômica, durante um congresso da empresa na terça-feira (14).

“Serei respeitoso”, disse Ballmer no segundo dia da Conferência Mundial de Sócios da empresa, que levou quase seis mil pessoas à cidade americana de Nova Orleans.

“O Chrome é muito interessante.

Só vai existir daqui a um ano e meio, mas o estão anunciando agora”, ironizou o executivo, que respondia a uma pergunta sobre o anúncio de que o Google desenvolverá um sistema operacional para o mercado dos netbooks, como ficaram conhecidos os notebooks de menor porte e baixo custo.

Ballmer disse ainda que não funcionará a estratégia do Google de ter dois sistemas operacionais –além do recém-anunciado Chrome, a empresa já tem no mercado o Android, para telefones celulares.

“Não há necessidade de dois sistemas operacionais”, afirmou, acrescentando que a Microsoft tentou o mesmo com o Windows 95 e o Windows NT.

Ainda segundo Ballmer, na metade do tempo que passam em frente ao computador, os usuários não usam navegadores de internet, por isso a estratégia do Google para os netbooks não é acertada.

“O Windows é o sistema operacional adequado”, afirmou.

O executivo, no entanto, foi mais comedido ao falar da Apple, que já foi a maior preocupação da empresa em termos de concorrência.

Ballmer perdeu a oportunidade de atacar a rival quando perguntado sobre a popular campanha de TV em que faz graça dos problemas do Windows.

Segundo o diretor, a Microsoft mantém a estratégia de ignorar as provocações da Apple e “contar a história do PC”.

O resultado, de acordo com o executivo, tem sido bom, já que os números dos últimos nove meses mostram que o Windows avançou sobre a fatia de mercado dos Mac da Apple.

Ele também comentou uma notícia publicada hoje no jornal “The New York Times”, que diz que o site de buscas da Microsoft, o Bing, ajudar a melhorar a credibilidade da companhia e mostra o quanto a empresa é persistente.

“Fomos repreendidos demais”, disse Ballmer sobre o fracasso inicial da Microsoft em desenvolver um site de buscas capaz de concorrer com o Google.

Steve Balmer

Steve Balmer

“Mas [o Bing] é uma prova de nossa tenacidade”, declarou.

Sobre o panorama econômico, o executivo disse várias vezes que 2009 está sendo um ano “duro”.

Ao falar da crise, no entanto, evitou falar de uma “recessão” ou de uma “depressão”, preferindo se referir ao contexto atual como um momento de “reinício”.

A explicação do diretor sobre as turbulências no mercado é que “a economia mundial se reaqueceu” quando pessoas e empresas começaram a pegar muito dinheiro emprestado e o sistema ficou sem condições de cobrir os empréstimos.

“A economia tinha que desacelerar.

Ela vai engrenar num ritmo mais lento, isso é inevitável”, disse o executivo-chefe da Microsoft, que destacou as oportunidades que a Microsoft e seus associados terão de aumentar sua participação de mercado.

“Hoje, tenho mais otimismo nas oportunidades do que já tive em qualquer outro momento da história”, afirmou.

Segundo ele, a empresa investirá US$ 24,5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento.

A área de Comunicações e Produtividade será a que receberá mais recursos (US$ 7,6 bilhões).

O Windows e o Internet Explorer, por sua vez, receberão US$ 5,1 bilhões para aperfeiçoamentos.

A Microsoft também anunciou que a plataforma Windows Azure poderá ser baixada de forma gratuita a partir hoje para que os programadores comecem a desenvolver aplicativos.

Fonte: Folha de São Paulo

Câmera digital 3D no Brasil?

A onda 3D, que já conquistou as telas do cinema e marcou seu território, está migrando para todos os gadgets do seu dia a dia.

E dessa vez pegou as máquinas fotográficas, que vão chegar ao mercado em 2010 com a FinePix Real 3D da Fujifilm.

A FinePix usa o mesmo raciocínio da tecnologia que faz os filmes tridimensionais.

Duas lentes, fazendo o papel do olho esquerdo e do olho direito, captam a imagem simultaneamente.

A sobreposição das duas imagens causa o efeito de profundidade.

A técnica nada mais é do que a reprodução do velho processo realizado pela visão humana.

Uma vantagem: ao contrário dos filmes, as fotos da Fujifilm vão dispensar os óculos.

A empresa vai oferecer duas possibilidades de visualização: um porta retrato digital (o FinePix Real 3D Photo Frame, com LCD 3D e resolução de 920.000 pixels) ou impressões 3D.

Nessas impressões, uma pequena película plástica fará o papel dos óculos e vai dar o efeito de profundidade e de que algumas imagens pulam para fora da foto.

Camera Digital 3d

Camera Digital 3d

A Fujufilm ainda não revelou detalhes sobre como isso funciona e nem o preço de cada revelação, só se sabe que deve estar abaixo dos cinco dólares.

Mas do mesmo jeito que o 3D já existia antes no cinema (com os horríveis óculos de plástico colorido) a foto em 3D também já estava lá, agora só ficou mais moderninha.

Alguns modelos customizados – bastante rudimentares, diga-se de passagem, unindo duas câmeras com uma barra de metal que deslizava – já estavam disponíveis para venda na internet em 2006.

Também já existiam controles para tirar fotos de 2 máquinas simultaneamente produzindo o efeito 3D.

As grandes novidades da máquina da Fujifilm ficam por conta da revelação das fotos e, claro, sua portabilidade.

“Eu dei uma olhada no protótipo da câmera 3D o mês passado na sede da companhia em Tóquio, e fiquei surpreso ao ver que ela não era muito maior ou mais pesada que algumas câmeras convencionais”, disse o jornalista Coco Masters, da revista Time.

O preço do brinquedinho é que deve assustar. Se nos Estados Unidos – onde gadgets são drasticamente mais baratos do que no Brasil – vai custar cerca de 600 dólares (mais ou menos o dobro de uma máquina digital convencional) imagine quando ela chegar aqui. Mas a Fujifilm está apostando que o consumidor vai topar pagar a mais pelo prazer das fotos 3D.