A publicidade na Web estudada a fundo pela Disney

Uma técnica de laboratório usando um avental preto estava observando o homem baixinho e de meia-idade acomodado em uma poltrona no sigiloso centro de pesquisa da Disney em Austin, certo dia da semana passada.

A técnica pediu que ele lesse a ESPN.com na tela de um BlackBerry, com uma voz calma, como a de uma enfermeira prestes a tirar sangue de um paciente para exame.

Na verdade, a técnica e seus colegas de pesquisa estavam ansiosos para determinar de que maneira o homem reagiria a anúncios de diferentes tamanhos.

Até que tamanho os banners poderiam ser reduzidos e continuar chamando a atenção de um usuário?

Como outras companhias de televisão, a Disney Media Networks, que inclui as divisões ABC, ESPN, ABC Family e Disney XD – há muito conduz pesquisas intensivas com consumidores quanto à sua programação.

Mas agora, à medida que a web e gravadores digitais de vídeo destroem o modelo de negócios televisivo tradicional ao alterar a forma pela qual as pessoas assistem TV, a companhia está concentrando mais a atenção nas pesquisas sobre publicidade.

A Disney revelará algumas das primeiras constatações do laboratório, entre as quais alguma surpresas quanto a novos formatos de anúncios online, nesta terça-feira, em apresentação diante de cerca de 200 anunciantes em Nova York.

Publicidade estuada a fundo

Publicidade estuada a fundo

A Disney e outras empresas afirmam acreditar que não haja conhecimento suficiente sobre os milhões de usuários que contemplam a publicidade em uma tela de forma passageira, mas se interessam em clicar nela para ver o conteúdo, que tipo de anúncios e que configurações específicas têm mais chance de atraí-los e retê-los.

Entre as descobertas dos pesquisadores está o fato de que, no que tange aos vídeos online, os anúncios “voadores” que surgem ao lado do player de mídia oferecem a mesma eficiência das transparências exibidas por sobre o conteúdo, mas são considerados menos intrusivos.

E manter o letreiro noticioso na parte inferior da tela durante os comerciais da ESPN não prejudica os comerciais, pois as pessoas só olham para o letreiro durante 12,6% do tempo do intervalo, e na verdade até ajuda a reter a atenção dos espectadores no período.

Fonte: Terra

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