O que o Brasil mais perde por não investir descentemente na formação de profissionais de TI



O mercado de TI poderia estar melhor, sem dúvida.

O que nos deixam tristes é que não é por falta de oportunidade de bons negócios dando sopa por aí nos mercados mundiais.

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Segundo estudo da Softex (entitulado “Software e Serviços de TI: A Indústria Brasileira em Perspectiva” com base no período de 2003 a 2010), o Brasil perde oportunidades no mercado de TI no valor de R$ 115 bilhões em receitas até 2020, graças ao déficit de profissionais de TI, que deverá atingir até lá a incrível marca de 280 mil pessoas.

O setor de TI empregou gente nesse período a uma taxa média de crescimento de 10% ao ano, porém, inovou-se menos com o passar do tempo aqui no Brasil (por que não estou surpreso???)…

Veja mais detalhes do estudo abaixo, com comentários meus em destaque:

INOVAÇÃO EM QUEDA

Considerando o período 2006 a 2008, a taxa de inovação foi de 48,2%, uma queda de 9,4 pontos percentuais (p.p.) em relação à verificada no período anterior (2003 a 2005).

“A queda na taxa de inovação ocorre em conjuntos de empresas de diferentes portes, sendo sobretudo elevada naquele constituído por companhias com 500 ou mais pessoas ocupadas”, afirma Virgínia Duarte, gerente do Observatório Softex.

Mesmo assim, é nesta faixa de porte que se verificam as maiores taxas de inovação em produto e processo, explica ela, acrescentando que em 2008 as empresas investiram R$ 1,6 bilhão em inovação, o que correspondeu a 3,1% do total da receita líquida da IBSS no ano em questão.

“Esse percentual é inferior ao observado em 2005, que foi de 5,2%”, complementa Virgínia.

SUL E SUDESTE LIDERAM
Em termos regionais, o estudo aponta concentração da IBSS em seis estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com 86,7% das empresas da área.

Destas companhias, mais da metade tem sede em São Paulo e, de 2007 a 2008, o número de empresas localizadas neste estado cresceu 13,1%, percentual acima da média verificada para o conjunto das demais unidades federativas (11,7%).

INCENTIVOS
Ainda conforme a pesquisa, diferentes programas de governo beneficiaram 15,4% das empresas da IBSS que realizaram inovações no período 2006 a 2008.

Entretanto, a opção “outros programas de apoio”, que inclui concessão de bolsas pelas fundações de amparo à pesquisa e aporte de capital de risco, continua sendo a mais indicada pelas empresas, avalia a Softex.

ALÉM DA IBSS – indústria brasileira de software e serviços
Para análise, a pesquisa define outras siglas, além da IBSS.

São elas: NIBSS (atividades de software e serviços de TI realizadas fora da IBSS), PROFSSs (profissionais assalariados exercendo ocupações mais diretamente relacionadas com software e serviços de TI) e VRProfss (indicador que estima atividades de software e serviços realizadas por PROFSSs empregados na NIBSS e que poderiam gerar receita para a IBSS, caso fossem terceirizadas).

Assim, o estudo demonstra que a NIBSS é responsável por parte significativa dos empregos do setor, sendo que em 2010 foram 364.249 PROFSSs empregados na NIBSS, número 2,3 vezes maior do que os 156.418 profissionais na IBSS no mesmo ano. TI cada vez mais presente em todos os tipos de nichos de mercado.

De 2003 a 2010, a taxa média anual de crescimento do número de PROFSSs na NIBSS foi de 5,1% ano/ano.

No mesmo período, o crescimento anual manteve-se próximo ao verificado para o total de vínculos empregatícios na NIBSS (5,8%), mas foi bem inferior ao observado para o número de profissionais empregados na IBSS (13,3%).

Na NIBSS, os profissionais concentram-se, sobretudo, nas empresas de grande porte, com 100 ou mais vínculos empregatícios.

Empresas que tem a Tecnologia da Informação como negócio apresentam muito mais oportunidades de crescimento do quadro de pessoal.

EM CASA
Outro dado da pesquisa é que, até o final de 2012, R$ 43,7 bilhões da área de software e serviços de TI deverão vir de atividades realizadas in house. Menos terceirização ?

CAPACITAÇÃO
Em 2008, 6,1% do total de ingressantes em cursos de graduação do país entraram em áreas da TI, como Ciência da Computação, Engenharia da Computação e Processamento da Informação.

“Estimamos que cerca de 35 mil alunos concluirão cursos de graduação em áreas essenciais para o setor em 2012, sendo que mais da metade destes serão formados em instituições de ensino localizadas na região Sudeste”, detalha a gerente do Observatório Softex.

Além disso, os cursos técnicos profissionalizantes de nível médio registraram em 2010 um total de 140 mil estudantes matriculados em áreas relacionadas a software e serviços de TI, no eixo informação e comunicação.

A pesquisa estima que, em 2012, 30 mil estudantes irão completar esses cursos, sendo que mais da metade em instituições de ensino localizadas na Região Sudeste.Concentração de profissionais na região expõe a desigualdade social.

PÓS
Já o número de concluintes de cursos de mestrado, doutorado e mestrado profissionalizante na área de Ciência da Computação cresceu de modo significativo de 1996 a 2009: foram mais de 10 mil pós-graduados no período. Tem como estacionar nos estudos trabalhando com TI???

SALÁRIOS
Ainda conforme o estudo, a faixa salarial de dois a cinco salários mínimos é divisor de águas na carreira do profissional de TI.

“Nesta faixa de remuneração se tem o maior percentual de profissionais que mudam de faixa salarial, subindo ou descendo. Para cada profissional que sai do mercado nesta faixa salarial, mais de quatro são contratados”, afirma o estudo. Profissionais que se encontram nessa faixa salarial tem melhores condições de recolocação, seja interna ou externamente, voltando ao mercado.

ENTRADAS E SAÍDAS
Considerando média para o período 2004 a 2009, na IBSS, para cada PROFSS que sai do mercado formal de trabalho, 2,1 são admitidos. Índice positivo, embora pudesse ser muito melhor, com melhor acesso à uma boa educação…

Já na NIBSS, para cada um que sai, 1,3 é admitido.

MOBILIDADE GEOGRÁFICA
Neste quesito, o estudo considerou a movimentação de PROFSSs em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Distrito Federal, no período 2004 a 2009.

Na média, neste intervalo 80,9% dos profissionais mantiveram-se no mesmo estado de um ano para o outro. Não seria exagero considerar que parte dessa estabilidade geográfica não seria devido à facilidade de trabalhar remotamente…

Como podemos ver, há notícias bastante positivas apesar dos velhos problemas que enfrentamos enquanto países em desenvolvimento, que costumam gastar tempo, energia e dinheiro discutindo corrupção e cassação de mandato.

Há esperança sim, e a Tecnologia, quem diria, e até nisso ajuda, através de suas câmeras discretas, quase que microscópicas, surgindo como mais uma ferramenta poderosa contra a safadeza de políticos, podendo ser grande aliada do povo para varrer cada vez mais para fora tanta falta de moralidade e caráter, para dizer o mínimo, de grande parte de nossos governantes.

Enquanto isso, que continuemos fazendo nossa parte como profissionais, e que não esqueçamos, graças à memória da internet, aqueles dos quais não devemos mais confiar nossos votos.

Os destaques desse estudo foram extraídos do site Baguete.

3 comentários sobre “O que o Brasil mais perde por não investir descentemente na formação de profissionais de TI

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