Transtorno Obsessivo-Compulsivo no ambiente de trabalho

Classificado como uma desordem causada pela ansiedade, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), é um mal que afeta 2% da população segundo o National Institute of Mental Health (NIMH).

O TOC caracteriza-se por obsessões e compulsões, ou seja, pensamentos ou impulsos não desejados que retornam repetidamente na mente da pessoa.

Segundo Rosana Mastrorosa, psicóloga colaboradora da Associação Brasileira de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo Compulsivo – ASTOC -, os pensamentos obsessivos que são intrusivos e permanecem na mente por horas, provocando muito incômodo e ansiedade.

“Para aplacar a ansiedade que toma conta da pessoa, ela realiza algum ritual compulsivo (algum comportamento repetitivo, de forma sequencial ou em um determinado número de vezes).

Esses rituais são paliativos, pois após algum tempo os pensamentos retornam, a ansiedade aumenta e a pessoa necessita repetir os rituais ficando, desta forma, presa a um círculo vicioso”, explica a especialista.

Sintomas de TOC

Existem algumas características comuns nos portadores de TOC, elas são comuns e atrapalham totalmente a rotina de um indivíduo.

A preocupação excessiva com contaminação leva a um excesso de limpeza e higiene pessoal e da residência. A indecisão diante de situações corriqueiras por medo de uma escolha errada faz com que a pessoa fique perguntando várias vezes a alguém para ter a certeza de que está fazendo a escolha certa.

Além disso, pensamentos agressivos relacionados com morte, acidentes ou doenças pode levar a rituais como não pisar em riscas na rua, não vestir determinada roupa, não passar em determinado lugar ou apagar e ascender a luz determinado número de vezes para evitar que algo ruim aconteça.

TOC no ambiente de trabalho

No ambiente de trabalho o TOC pode, por exemplo, interferir no tempo que a pessoa leva para completar uma tarefa. “Na dúvida se está fazendo de forma correta, a pessoa pode ficar horas lendo e relendo, escrevendo e apagando muitas vezes. Ela pode ter receio de usar o banheiro ou não dar a mão as pessoas que encontra por medo da contaminação.

Pode chegar atrasado, pois, demora a sair de casa devido a verificação do fogão, luzes, portas e janelas várias vezes para ver se está tudo desligado e fechado”, afirma Rosana.

Quando ações deste tipo acontecem, os colegas de trabalho passam a reparar nas ações e passam a reconhecerem que há algo de estranho com a pessoa, mas nem sempre podem ajudar porque também desconhecem o problema.

“Se alguém perceber e souber do que se trata, deve conversar com o colega e orientá-lo a buscar uma ajuda com um profissional da área de saúde que pode ser um médico psiquiatra ou psicólogo. Bem amparado, o portador do TOC não precisa se afastar do trabalho, mas se desconhecer o transtorno ele poderá sofre por meses e chegar a ter um desgaste que poderá resultar em um afastamento”, conta a psicóloga.

Sendo assim, o TOC é um transtorno crônico e o diagnóstico deverá ser feito por um psiquiatra por meio de um exame clínico. O tratamento poderá ser realizado somente com psicoterapia ou em conjunto com medicamentos. “Com acompanhamento, o TOC não trará nenhum problema no ambiente profissional e não trará preocupação com o convívio da equipe”, conclui Rosana.

Fonte: MSN Empregos

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