Fluência em inglês… e agora?

O nível do idioma inglês do Brasil é um dos mais mal avaliados do mundo. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada pela Education First, empresa especializada em intercâmbio, e que apontou o Brasil na 46ª posição entre 54 países avaliados. Os futuros eventos de Copa do Mundo e Olimpíadas alertam ainda mais a necessidade do brasileiro em falar inglês, e levanta questões de como solucionar este problema que preocupa também o universo corporativo.


O cenário dentro das empresas não é dos melhores, pois embora tenha ocorrido um aumento do número de vagas com alguma exigência de inglês, de forma geral, o nível de exigência não subiu nos últimos 3 anos. Essa é a conclusão de um levantamento feito pela Catho com base nas vagas abertas no período citado: o requisito do idioma nos cargos com curso superior caiu de 60%, em 2010, para 49%, em 2012.

“O mercado de trabalho está aquecido e necessita de pessoas qualificadas. Porém, até para preencher as vagas de forma rápida, acredito que saber inglês se torne uma exigência secundária por parte das empresas. Com isto, o padrão cai”, opina Steven Beggs, CEO da Seven Idiomas.

Em contrapartida, ainda de acordo com o levantamento da Catho, para cargos de gestão o nível de exigência aumentou. A quantidade de vagas com os níveis intermediário e avançado cresceu, embora o nível básico tenha aumentado em uma proporção maior.

Necessidade de mercado

Em um passado relativamente recente, não havia o interesse tão grande por parte da população pelo estudo e conhecimento da língua inglesa. A globalização, o desenvolvimento econômico e a vinda de multinacionais para o mercado brasileiro fizeram com que o idioma fosse cada vez mais implantado na realidade do país, e os brasileiros tiveram que correr atrás do prejuízo.

Uma prova desta corrida contra o tempo é grande preocupação para viabilização da qualificação da educação no país por parte do governo federal. O “Inglês Sem Fronteiras”, programa do Ministério da Educação, teve início neste mês, em versão online, para alunos das universidades federais. Este é considerado o maior projeto de ensino de um idioma estrangeiro por parte de um governo em todo o mundo.

O brasileiro, de forma geral, corre atrás do que lhe é exigido. Se um profissional está em uma empresa que exige a fluência em inglês, ele vai buscar se aperfeiçoar. Infelizmente, existe essa acomodação nos hábitos e cultura do brasileiro”, comenta Rone Costa, gerente de desenvolvimento da Cambridge English Language Assessment.

No contexto atual do mundo corporativo, um papel importante das organizações é dar respaldo para que seus colaboradores se desenvolvam não só através de treinamentos técnicos, mas também no domínio de uma segunda língua, principalmente o inglês.

Muitas organizações procuram ferramentas nas quais possam medir o retorno do investimento dos cursos de língua inglesa aplicados em seus funcionários.  “Temos contato com muitas empresas que têm em sua política de desenvolvimento a disponibilização de cursos de idiomas por meio de incentivos e reembolsos para que o funcionário se desenvolva nesse sentido”, explica Costa.

Inglês como elemento de avaliação

Termos como básico, intermediário e fluente são muito subjetivos quando analisados dentro do currículo de um profissional. Essas classificações podem variar muito dependendo da escola frequentada, empresa onde atua ou as próprias experiências pessoais.

O Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas é um guia usado para descrever os objetivos a serem alcançados pelos estudantes de línguas estrangeiras, e que cada vez mais vem sendo incorporado no mercado de trabalho. É uma espécie de padronização para 26 línguas do mundo todo, dividido em seis níveis, e, para cada um deles existem métricas que apontam o que cada indivíduo é capaz de fazer/falar em determinado estágio.

“Grandes empresas vêm utilizando esse método para avaliar candidatos e promover funcionários”, informa o gerente da Cambridge.

Fonte: MSN Empregos

Um comentário sobre “Fluência em inglês… e agora?

  1. O que nos falta na realidade são cursos com expertising e perfil proprio para formação de um tipo de ingles proprio do BR, como já possuem paises de colonização britanica como India e Jamaica, uma personalização, idiomatização particular e bastante base coloquial e de leitura programática

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